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Por que Ler (ou não): O Nome do Vento

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Ultimamente ando procurando livros (romances) interessantes para ler, especialmente nos temas de terror/suspence e fantasia… cara, eu não sabia que era tão difícil, primeiro que os de terror eu só acho meia prateleira de livros e isso eu digo em livrarias grandes como a cultura em SP, e sempre com os mesmos aclamados autores, não é possível que só Sidney Sheldon, Clive Barker e Stephen King escrevam livros de terror. Ah! E sem contar quando o cabeçudo que arruma os livros, coloca Crepúsculo na seção de terror hehehe, “faz-me rir”. Então passei a procurar os títulos de fantasia… e quase todos estão na seção infanto-juvinil, por que senhorrr!! Why??

Pois é, e ai você fica na paranóia daquele livro ser ou não bobinho, e você pagar 50 conto num livro que pode ser até divertido, mas com uma história relativamente rasa. Daí que um dia fui na Saraiva e meu olho bateu na prateleira de mais vendidos e eu vi “O Nome do Vento”, nesse dia eu estava lisa, então só dei uma lida na sinopse:

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Meu nome é Kvothe, com pronúncia semelhante à de ‘Kuouth’. Os nomes são importantes, porque dizem muito sobre as pessoas. Já tive mais nomes do que alguém
tem o direito de possuir.
Meu primeiro mentor me chamava de E’lir, porque eu era inteligente e sabia disso.
Minha primeira amada de verdade me chamava de Duleitor, porque gostava desse
som. Já fui chamado de Umbroso, Dedo-Leve e Seis-Cordas. Fui chamado de Kvothe,
o Sem-Sangue; Kvothe, o Arcano; e Kvothe, o Matador do Rei. Mereci esses nomes.
Comprei e paguei por eles.
Mas fui criado como Kvothe. Uma vez meu pai me disse que isso significava ‘saber’.
Fui chamado de muitas outras coisas, é claro. Grosseiras, na maioria, embora pouquíssimas não tenham sido merecidas.
Já resgatei princesas de reis adormecidos em sepulcros. Incendiei a cidade de Trebon.
Passei a noite com Feluriana e saí com minha sanidade e minha vida. Fui expulso da
Universidade com menos idade do que a maioria das pessoas consegue ingressar nela.
Caminhei à luz do luar por trilhas de que outros temem falar durante o dia. Conversei
com deuses, amei mulheres e escrevi canções que fazem os menestréis chorar.
Vocês devem ter ouvido falar de mim.”
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Hummm interessante. Dias depois fui e comprei o livro e comecei a devorar. É o primeiro livro de Patrick Ruthfuss e logo na dedicatória eu fiquei feliz.
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Para minha mãe, que me ensinou a amar os livros e me abriu as portas de Nárnia, Pern e a Terra-Média.
E para meu pai, que me ensinou que se eu pretendia fazer alguma coisa deveria ir com calma e fazê-la direito.

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Por ai vocês notam as influências do cara e a que ele veio.

Patrick Rothfuss Amsterdam - 095 Criador e criatura

Gostei muito da forma que ele escreve, sem muita enrolação e exelentes descrições, os personagens são muito bem construídos e o personagem principal Kvothe tem suas falhas e qualidades quase sobrenaturais como memória perfeita, aprende as coisas super rápido e as vezes é esperto demais para a paciência de muitos. O mundo criado é muito interessante, com seus contrastes e preconceitos. O cenário é fantástico, mas nada de fadinhas voadoras, magos soltando bolas de fogo etc. A magia mais comum é como a Alquimia, que eles chamam de Magia Simpática, uma forma bem lógica de magia usando componentes para conectar a pessoas ou objetos, mas alguns dizem que existe um tipo de magia mais poderosa, onde o mago aprende o nome das coisas e assim pode controla-los. Outra coisa muito boa são as histórias dentro da estória, assim como em Senhor dos Anéis, vamos encontrar várias músicas de batalhas épicas, e histórias de amor.

Gostei também da curiosidade que ele desperta sobre algumas histórias e personagens, com a proximidade do fim do livro, comecei a conectar vários fatos e a intuir alguns plots… mas sabe la deus se estou indo no caminho certo. E o autor é perverso, em alguns pontos ele fala como termina a história (como na sinopse), mas sem dizer como, e você fica na tensão quando uma ação parece levar a aquele fim e normalmente nunca é. Devo ressaltar outro ponto importante, o romance no livro é bem peculiar, a “mocinha” não é imbecil, é bastante independente e Kovthe não é um galanteador nato, apesar de ter as ferramentas para isso com suas habilidades de bardo, eu gostei muito disso, vale muitas risadas.

O único problema grave de “O Nome do Vento” é que o autor só fez até agora o volume 1 da trilogia e o fim do livro te deixa com vontade de correr na livraria pra comprar o próximo volume, já que a sinopse mostra que Kovthe ainda tem muito o que contar. O Segundo livro esta sendo escrito e foi prometido ainda para 2010.

Devo dar meus parabéns à Editora Sexante pelo projeto gráfico da edição brasileira (muito melhor que a edição portuguesa, diga-se de passagem), a capa tem uma ilustração belíssima de Marc Simonetti (essa do topo), a diagramação ficou muito boa assim como a escolha do papel.

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O Nome do Vento - A Crônica do Matador do Rei: Primeiro Dia

656 páginas

16 x 23 cm

Brochura

R$ 49,90

Ficou interessado(a)? A Sexante disponibilizou o primeiro capitulo para leitura, enjoy.

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3 Comentários

  1. Devo dizer que este livro é tudo isso que vc escreveu e ainda mais… É FODA… só lendo… altamente recomendável!

  2. Esse livro é Mitico!
    Um dos melhores com toda certeza. Recomendadissimo!
    Quem se interessar mais por ele, eu convido à participar do meu novo fórum sobre essa série: onomedovento.forumeiros.com

    Parabens pelo site, esta cada dia melhor!

  3. Esse livro é Mitico!
    Um dos melhores com toda certeza. Recomendadissimo!
    Quem se interessar mais por esse livro, eu convido à participar do meu novo fórum sobre essa série: onomedovento.forumeiros.com

    Parabens pelo site, um dos mais completos e esta cada dia melhor!

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